A Grasshopper Manufacture, desenvolvedora de No More Heroes e Shadows of the Damned, anunciou que está trabalhando em um novo game para iOS. Produzido em parceria com o estúdio NHN Japan, o jogo – ainda sem título definido – marca o retorno do diretor Kazutoshi Ida às tramas aquáticas.
O designer é conhecido por Aquanaut’s Holiday, um game de grande sucesso para o primeiro PlayStation. Um teaser site do projeto já está no ar, e permite observar algumas imagens e ouvir trechos da trilha sonora do título.
O Nintendo 3DS é o console vendido mais rapidamente da história do Japão, informou sua fabricante. Com os resultados de vendas da última semana, o portátil atingiu a marca de cinco milhões de unidades vendidas no território e ultrapassou o Game Boy Advance, aparelho que era o detentor do recorde até agora.
Foram necessárias 52 semanas e quase um ano nas lojas para que o Nintendo 3DS chegasse a esse total. No Japão, o console chegou ao mercado em 26 de fevereiro de 2011. Para a “Big N”, a queda no preço do portátil, anunciada em julho do no passado, foi a principal responsável pelo recorde.
A desenvolvedora Crytek está em busca de um diretor de vídeo para trabalhar em seu novo game, que está sendo produzido em parceria com a Electronic Arts. A informação rapidamente acendeu a fogueira de rumores sobre Crysis 3, sequência do game de grande sucesso lançado há menos de um ano.
O profissional procurado pela empresa trabalharia na Crytek por um período de um ano, durante o qual seria responsável pela direção de cenas de corte, captura de movimentos e todo tipo de produção de vídeo para divulgação do título. Por enquanto, nem a desenvolvedora nem a Electronic Arts revelaram tal projeto misterioso.
A desenvolvedora Remedy publicou uma mensagem agradecendo a todos os fãs pelo forte suporte que a versão PC de Alan Wake recebeu. Em apenas dois dias no mercado, a edição vendeu o suficiente para que a empresa recuperasse os custos de desenvolvimento e produção do port.
O game estreou em primeiro lugar no ranking de games mais vendidos do serviço online Steam e, de acordo com o vice-presidente da Remedy, Aki Järvilehto, fez com que a empresa ficasse muito empolgada com a plataforma. Alan Wake chegou aos computadores no dia 16 de fevereiro em uma versão que também inclui os dois DLCs da versão para Xbox 360.
Jogos sociais ultrapassaram a barreira do mero entretenimento. Os títulos, que normalmente lidam com diversos elementos, grandes acordos de marketing e transações com dinheiro real, são mais facilmente categorizados como serviços, e não como games propriamente ditos. Títulos produzidos com grandes estúdios, como a Zynga, também são extremamente visados e, muitas vezes, copiados por desenvolvedoras menores.
Essa realidade também existe no mercado de jogos para smartphones. Não é incomum ver grandes títulos sendo lançados para estas plataformas, seguidos de milhares de cópias que tentam roubar uma pequena fatia do bolo para si. Para cada Andry Birds, existem outras dezenas de pássaros ou outros animais nervosos que se lançam contra construções.
Tais movimentos geraram uma onda de processos por direitos autorais como nunca antes vista na indústria de jogos. O que hoje é chamado por alguns analistas como mais uma grande “corrida do ouro” é visto por outros como um assassinato completo da inovação. Qualquer game que simule uma fazenda é considerado uma cópia de FarmVille e todo título sandbox pode ter suas raízes encontradas em Minecraft.
Shadow Guardian, o Uncharted da Gameloft. Esse problema fica ainda mais evidente quando se observa a Gameloft, empresa que fez da cópia de títulos consagrados para consoles de mesa seu negócio. Fundada pelos mesmos criadores da Ubisoft, a companhia trabalha quase que completamente com versões de Resident Evil, Uncharted e qualquer outro game de sucesso para celulares. Não se tratam de adaptações e sim de plágios, cujos faturamentos nunca chegam às detentoras dos direitos autorais originais. O resultado: processos que vão se acumulando na justiça.
Arrebentando no lado mais fraco
Você já ouviu falar em Mob Wars, Farm Town, Social City ou Gardens of Time? Todos são games de desenvolvedoras menores, lançados antes da Zynga chegar ao mercado com seus FarmVille, Mafia Wars e CastleVille. As pequenas desenvolvedoras dos títulos, apesar de terem visto seus trabalhos caírem no esquecimento, não processaram a gigante. Mas não porque não quisessem, mas por falta de dinheiro para custear o processo.
Enquando isso, a Zynga não poupou esforços para chamar a brasileira Vostu à justiça, com acusações de que a empresa havia copiado uma “série de aspectos” de seus títulos. O processo terminou com um acordo entre as partes e o pagamento de uma quantia em dinheiro por parte da desenvolvedora nacional, que também se comprometeu a modificar os games.
Para Mark Methenitis, advogado especialista em direitos autorais e ex-colunista do site Joystiq, tais atitudes por parte das grandes empresas pode gerar um medo de criar coisas novas. Segundo ele, é praticamente impossível gerar algo realmente do zero e, no momento de se apropriar de alguns conceitos já existentes para realizar um game inédito, algumas empresas podem acabar amedrontadas com processos milionários com os quais não poderão lidar.
Como lidar?
Tiny Tower fez com que a Zynga também fosse acusada de plágio, por causa do game Dream Heights. Desenvolvedores ouvidos pelo site VG247 são categóricos. Em um mercado cada vez mais pulverizado como o dos jogos sociais, as empresas precisam se certificar de que seus produtos não serão copiados. Uma abertura maior poderia significar em perdas de lucros, algo que nenhuma empresa quer ver acontecendo.
Para os pequenos que não tem a intenção de copiar, porém, resta apenas arriscar. E esperar que as grandes empresas – ou os juízes – entendam que games fazem parte de um processo muito maior de produção. E que criar um jogo sobre fazendas não é necessariamente copiar FarmVille.
A Sony anunciou, por meio do blog oficial do PlayStation, que a versão HD de Resident Evil CODE: Veronica chega amanhã à PSN brasileira. O game, lançado originalmente em setembro de 2011, chega ao nosso país apenas por meios digitais custando R$ 30,99.
O lançamento acontece mais de quatro meses após a chegada dos títulos à PlayStation Network americana. Resident Evil CODE: Veronica HD já foi analisado pelo BJ. Por enquanto, não existem informações de lançamento do jogo na Xbox LIVE brasileira.
Senador Vital do Rêgo, do PMDB da Paraíba. Fonte da imagem: Agência Senado Se você acompanhou o noticiário de games na semana passada, ficou sabendo que a Lei Anti-Games voltou à pauta e, agora, deve passar por uma votação em Brasília. O projeto tem ganhado força e, agora, recebeu parecer favorável por parte do senador Vital do Rêgo, do PMDB da Paraíba.
Em relatório publicado no site do Senado, o político afirma não ver inconstitucionalidade no projeto de lei e cita pesquisas que indicam que a violência dos jogos eletrônicos e na mídia são capazes de influenciar os jovens. Por fim, vota a favor da Lei 170/06.
Se aprovado, o projeto criminaliza a venda, importação e distribuição de games que sejam “ofensivos aos costumes, tradições, cultos, credos, religiões e símbolos”. Os termos vagos da lei, porém, poderiam permitir que ela seja usada como forma de censura.
Uma coleção de seis bonecos raros para o jogo Skylanders: Spyro’s Adventure foi vendida por nada menos do que £ 797, algo em torno de R$ 2.200 mil. Os monstrinhos, que foram leiloados por meio do site eBay, aparecem em versões prateadas e douradas, que são consideradas muito raras.
As edições não possuem nenhum tipo de atributo especial no mundo do jogo, mas, com certeza, são um deleite para os olhos dos colecionadores. Ou, pelo menos, para um fanático pelo game da Activision, que pagou uma pequena fortuna por elas.
Um email enviado a clientes da rede de lojas americana GameStop pode ter revelado o novo DLC de Assassin’s Creed: Revelations. Segundo a mensagem, o novo conteúdo se chama Lost Archives e será lançado em 28 de fevereiro.
O DLC, aparentemente, custará US$ 15 ou 1600 Microsoft Points, cerca de R$ 25. Por enquanto, a Ubisoft não oficializou o lançamento. Vale a pena notar também que, até o momento, o conteúdo é citado apenas para as versões PlayStation 3 e Xbox 360 do game.
Fonte da imagem: Call of Duty Community Apesar de ainda não ter tido nenhuma informação divulgada, a versão de Call of Duty para o PlayStation Vita já está de lançamento marcado. De acordo com o vice-presidente de marcas do PlayStation, Guy Longworth, o título deve chegar às lojas no segundo trimestre de 2012, durante o outono americano.
Segundo o executivo, o game será realmente revolucionário, “mudando o jogo” na plataforma. Fica a dúvida então: estaríamos diante de uma nova revolução já no início do ciclo de vida do PlayStation Vita?
O diretor da desenvolvedora Game Freak, Junichi Masuda, indicou que o anúncio de um novo game de Pokémon deve acontecer no próximo final de semana. Quando perguntado por meio do Twitter quando o sucessor de Black / White chegaria, ele informou que todos os interessados deveriam assistir à próxima edição do programa de TV Pokémon Smash, que vai ao ar todos os domingos na TV japonesa.
Para quem mora fora do Japão ou não vai poder assistir ao show por qualquer motivo, Masuda informou que publicará a novidade também em sua conta pessoal no Twitter. O desenvolvedor, porém, não revelou mais informações sobre o assunto.
Embora seja a primeira criação do relativamente desconhecido 38 Studios (divisão da Big Huge Games), Kingdoms of Amalur: Reckoning é fruto do trabalho de nomes com muito peso na indústria. Entre eles está o desenhista Todd McFarlane, o consagrado ex-desenvolvedor da série Elders Scrolls, Ken Rolston e o autor de best sellers de fantasia R.A. Salvatore.
Amalur é um reino de fantasia repleto de elementos mágicos, no qual o destino desempenha um papel muito importante. Desde o momento em que uma pessoa nasce, todos os seus passos são predeterminados pelos deuses, e não há nada nem ninguém que escape disso.
Você assume o papel de um guerreiro que morre logo nos momentos inicias do jogo, somente para ser revivido pouco depois de forma misteriosa. Isso lhe garantiu o poder de romper o ciclo normal da natureza, permitindo realizar mudanças na maneira como as coisas deveriam acontecer. Isso torna você uma arma poderosa contra o exército conhecido como Tuatha Deon, criaturas sinistras que querem tirar sua nova vida a qualquer custo.
Aprovado
Combate digno de um jogo de ação
O combate de Kingdoms of Amalur poderia figurar perfeitamente em qualquer jogo de ação. Com um sistema de golpes combinados que lembra muito a série God of War, as lutas do game possuem um ritmo rápido e são marcadas por efeitos visuais realmente surpreendentes.
A produção permite misturar até duas armas diferentes (que podem ser mudadas a qualquer momento) com magias e poderes especiais facilmente acessíveis. Isso se reflete em um sistema bastante versátil, em que faz pouca diferença a escolha por um estilo agressivo ou defensivo — você sempre vai se divertir.
Cada um dos adversários derrotados é responsável por encher um pouco uma barra responsável por ativar um modo conhecido como “Reckoning”. Quando o poder é ligado, todos os inimigos passam a se movimentar em câmera lenta, garantindo a você a opção de exterminá-los usando uma finalização sanguinolenta que garante uma maior quantidade de pontos de experiência.
O game também conta com um excelente sistema de controles, que permitem acessar rapidamente todos os golpes necessários para sobreviver. Embora a versão de PC seja ligeiramente pior nesse sentido, não demora muito para que você se acostume à combinação entre mouse e teclado.
Sistema de evolução dinâmico
Ao contrário de outros RPGs, Reckoning não obriga você a manter as habilidades escolhgidas no momento inicial do game durante toda a aventura. A qualquer momento, é possível transformar um mago em um guerreiro ou, se você preferir, pode virar um ladino especializado em atacar escondido pelas sombras — para isso, basta encontrar personagens conhecidos como “Fateweavers” e pagar uma determina quantidade de moedas de ouro.
O jogo também permite realizar combinações livres entre as características de três classes básicas, o que abre a possibilidade de escolher várias profissões intermediárias. Além de trazer mais opções à jogabilidade, esse recurso também se destaca por ser parte integrante da história do jogo — afinal, se você pode mudar facilmente seu destino, também tem permissão para modificar livremente os poderes que possui.
Um mundo enorme
Se você é daqueles que gostam de completar tudo o que um jogo tem a oferecer, prepare-se para passar diversos meses explorando cada canto de Amalur. Segundo os produtores, o game tem nada menos que 200 horas de conteúdo, isso se você pular totalmente as cenas não interativas da história e várias das missões opcionais.
Após sair do labirinto inicial, é difícil passar mais de 10 minutos sem se deparar com algum explorador em busca de ajuda ou com o membro de alguma seita procurando novos recrutas. Embora não seja obrigatório cumprir todos os pedidos que são feitos ao herói, investir em objetivos paralelos rende alguns dos itens e tramas mais interessantes da produção.
Completar as missões se torna fácil devido ao sistema de marcadores automáticos, responsáveis por destacar pontos importantes no mapa. Enquanto as tarefas ativas são marcadas com a cor amarela, aquelas em espera são mostradas na forma de círculos brancos. Além de servir como um boa forma de se guiar pelos cenários, esse recurso permite saber rapidamente se há algo interessante a fazer quando se entra em uma nova caverna ou labirinto.
Trilha sonora excepcional
Kingdoms of Amalur: Reckoning possui uma das melhores trilhas sonoras a dar as caras em um RPG recentemente. Todos os ambientes têm melodias próprias que se adaptam muito bem às suas propostas. Os sons também cumprem um papel muito importante nos combates, denunciando a aproximação de inimigos e alertando quando um confronto vai ser realmente difícil.
As dublagens também se destacam, tanto pela qualidade quanto pela variedade dos atores contratados. Embora todos os personagens tenham ao menos uma linha de diálogo gravada, é muito difícil você encontrar duas pessoas que falam do mesmo jeito.
Reprovado
Nada de novo
O grande problema de Kingdoms of Amalur é que ele não traz nada de realmente único para o mundo dos RPGs eletrônicos. Exemplo disso são as raças do game que, embora tenham nomes totalmente originais, em nenhum momento disfarçam o fato de que estamos lidados com os mesmos elfos e anões a que já estamos acostumados.
Até mesmo o visual do jogo é semelhante aos vistos em outras produções, e bastam alguns minutos de aventura para vir à mente a lembrança de games como Fable e World of Warcraft. Fatores como esses tiram a originalidade da produção e ajudam a dar a impressão inicial de que o jogo não passa de algo genérico.
Apresentação pouco caprichada
Embora o mundo de Amalur esteja longe de ser feio, seu visual não alcança os mesmos níveis de excelência vistos em outras produções recentes. Isso fica especialmente evidente na pouca variedade de modelos de personagens e na falta de animações faciais convincentes durante os diversos diálogos que o game proporciona.
Algo que se mostra constante até mesmo em terrenos pouco habitados é o surgimento de elementos do cenário de maneira súbita. Isso não só torna mais difícil realmente entrar de cabeça na história, como prova que os desenvolvedores não estavam dispostos a realmente eliminar todos os problemas da produção.
Para completar, o jogo é vítima de uma câmera esquizofrênica que muitas vezes opta pelo pior ângulo possível durante as cenas não interativas. Isso prejudica muito a narrativa, já que em alguns momentos cenas importantes são totalmente perdidas porque o game preferiu mostrar os acontecimentos a partir do ponto de vista das costas de um personagem.
Vale a pena?
Apesar de não trazer nenhuma novidade ao mundo dos RPGs, Kingdoms of Amalur: Reckoning é uma experiência capaz de entreter durante horas. Isso se deve principalmente ao sistema de combate e a maneira como o herói controlado evolui — seja você do tipo que gosta de misturar características ou que prefere seguir um caminho definido, não vai se decepcionar.
Porém, não se engane esperando o mesmo nível de qualidade de produções como The Elder Scrolls V: Skyrim. O game é uma ótima estreia para o 38 Studios, lembrando muito mais o trabalho de um estúdio experiente do que o de um time formado recentemente. Porém, uma possível sequência terá que melhorar vários aspectos caso o objetivo seja deixá-la no mesmo patamar dos verdadeiros clássicos do gênero RPG.